CHANSONS SANS GÊNE - Canções sem vergonha

Após o sucesso de "Não sei o que" et "Olha so que caso intrigante"
Nathalie Joly canta Terceiro episódio da trilogia Yvette Guilbert

Direção: Simon Abkarian


- São Paulo - Auditório do SESC Vila Mariana, Rua Pelotas, 141
Dia 10 de maio de 2017 - 21h

- Araraquara - Teatro do SESC Araraquara, Rua Castro Alves, 1315
Dia 12 de maio de 2017

- Rio de Janeiro - Auditório do Alianca Francesa Tijuca
Dia 15/05 de maio de 2017

CD CHANSONS SANS GÊNE c/o Frémeaux & Associés

Texto: Nathalie Joly
Luz: Arnaud Sauer
Figurinos: Louise Watts
Colaboração artística: Pierre Ziadé – Assessoria artística: Jacques Verzier

Canto: Nathalie Joly – Piano: Jean Pierre Gesbert - Com a participação de Julien Jedliczka

programme en portugais
dossier en portugais


Elogio a uma pioneira, evocação de um monstro sagrado da Belle Epoque, feminista de primeira hora e precursora da canção francesa moderna. Pioneira do feminismo e rainha do café-concerto, Yvette Guilbert começou tardiamente na vida uma agitada carreira cinematográfica e deu incansavelmente continuidade à luta em prol das mulheres e sua emancipação. Na contracorrente das estrelas hollywoodianas, extraía sua vitalidade opondo-se às leis da moda, da imagem, e travou, por meio de escritos, conferências e um repertório novo, um longo combate pela emancipação feminina. A encenação nos conduz a um espetáculo atemporal em que a personagem de Yvette se aproxima de Janis Joplin, Nina Hagen, Catherine Ringer… e nele as cantoras vão aos poucos se libertando dos textos masculinos para escrever sua própria história.

LIBERATION – Um milagroso equilíbrio entre humor e emoção. Ao piano, Jean Pierre Gesbert compõe um Sigmund Freud surpreendente... – FX Gomez, maio de 2015
LE MONDE – Em vez de pathos, ironia e palavras cortantes. A cantora, com sua expressividade vocal, suas variações de timbre numa mesma canção, suas fúrias e branduras, insufla de vida as palavras. As palavras e melodias ganham relevo. Ao fundo do palco, surgem algumas projeções, sombras de personagens de um universo do presente. Sylvain Siclier, março de 2017
LIBERATION – A direção de Simon Abkarian concentra-se no texto, na força das palavras que chegam a nós com toda intensidade após um século de sono. A essas palavras o piano de Jean-Pierre Gesbert confere belas tonalidades de blues – FX Gomez maio de 2015
LE MONDE – Um álbum precioso, independente de moda e época – Sylvain Siclier, julho de 2016
WEBTHEATRE –Simon Abkarian concebeu um espetáculo fortemente teatral. Nathalie Joly circula pelos meandros dos espetáculos musicais, que também se confundem com os da história das mulheres. Há nela uma força terrena, um modo musculoso de existir que afugenta os clichês da canção realista, bem como os da denominada canção ligeira. Com Nathalie Joly, os anos 1890-1940 nos chegam aos ouvidos e atingem estômago e coração. G.Costaz, maio de 2016
Trailer: https://youtu.be/eeynGQk0PZ0
Teaser Blues de la femme https://youtu.be/yloFyrJEwG0
Críticas e artigos http://tkwk.fr/nathaliejoly/Nathalie_Joly_Chansons_sans_gene_Revue_de_Presse.pdf


O PROJETO ARTÍSTICO
"Chansons sans gêne" é a terceira parte de uma trilogia sobre Yvette Guilbert, agora dirigida por Simon Abkarian. Depois de "Je ne sais quoi" (Não sei o que),
que trata da correspondência com Freud, e "En v’là une drôle d’affaire" (Olha so que caso intrigante), sobre a difusão do canto falado, esta terceira parte se inspira em escritos, entrevistas, filmes, apresentações, conferências sobre Yvette Guilbert e suas canções, a partir do momento em que, já mulher madura, ela dá início a uma carreira cinematográfica efervescente, pouco conhecida do público de hoje, sob a direção de Tourneur, L’Herbier, Murnau, de 1924 a 1936. Refugiada no sul com seu marido judeu vienense, a fim de fugir da Gestapo, ela se instala em Aix-en-Provence e anima programas de rádio em Marselha. Longe de abdicar de sua juventude, Guilbert extrai sua vitalidade da constante oposição que faz às estrelas hollywoodianas, às leis da moda e da imagem, questionando as relações entre a criação e a realidade, entre a glória e a crueldade do ofício de artista, sempre em luta contra a tirania masculina exercida sobre a mulher.
Sempre na vanguarda, Yvette Guilbert e suas canções sobre as mulheres da Belle époque entram em choque com as normas vigentes. As Princesas da Ribalta – como eram conhecidas as mulheres artistas – subvertem a ordem estabelecida, denunciam as desigualdades. A seu último recital, Yvette Guilbert dá o título de Liaisons et trahisons amoureuses (Ligações e traições amorosas). Como que para acertar contas com antigas feridas e fazer as pazes com o passado – mas também para denunciar a covardia dos homens e louvar a coragem da mulher em busca de uma maior igualdade entre os gêneros – Yvette continua a combater os preconceitos e a submissão ao jugo da aparência e dos padrões de beleza. Até o fim da vida, contribuiu sem concessões para a emancipação da mulher. Guilbert morreu no centro de refugiados Nègre Coste, em Aix-en-Provence, em 1944, um ano antes de as mulheres conquistarem o direito ao voto.

Nathalie Joly veio 7 vezes cantando no Brasil.
Apresentou-se « Cafés Cantantes » no SESC Santana São Paulo, SESC Arraraquara ; No “Ano da França no Brasil”, no SESC Pompeia com o espetáculo “Paris Bukarest” sob o cantor romeno Maria Tanase 2009, y por Francophonia 2014 em Nordeste (direção Maurice Durozier Théâtre du Soleil). Tambem apresentou no SESC o dois últimos espetáculo sob Yvette Guilbert em português no Brasil no Fortaleza Teatro José de Alencar 2010, 2011 São Paulo SESC Interlagos, SESC Belenzinho Sao Paulo, Salvador de Bahia SESC Pelourinho, Sao Paulo USP e Brasilia 2012, SESC Santana, CCBB Brasilia, SESC Sorocaba e SESC Copacabana no Rio 2014…O show ja foi apresentado 400 vezes.
Em Armenie, Algérie, Maroco, France, Grèce, Portugal, Espagne, Brésil, Argentine, Autriche, Russie, Pérou, Escossia (Festival d’Edimburgh) …..
Nathalie Joly recebeu vários prêmios durante sua carreira. Em 1989, ganhou o prêmio de canto por unanimidade no Conservatório de Boulogne-Billancourt, e o de música em 1992, pelo mesmo conservatório. Licenciatura em Filosofia. Apaixonada pelas formas do “cantar falado”, e particularmente pela música de Kurt Weill, Joly dirigiu suas pesquisas para o repertório dos anos 30 e 40. Atriz e cantora, trabalha sob diversas direções : dirige e canta espetáculos musicais na sua própria companhia « Marche la route » na França e no estrangeiro :

JE SAIS QUE TU ES DANS LA SALLE sobre Yvonne Printemps e Sacha Guitry direção Lulu Ménasé
CABARET AMBULANT (CD) direção Maurice Durozier - Théâtre du Soleil Ariane Mnouchkine
CAFÉS CANTANTES (CD) direção Maurice Durozier
PARIS BUKAREST CD rue Stendhal) Nathalie Joly canta Maria Tanase direção Maurice Durozier
J’ATTENDS UN NAVIRE, CABARET DE L’EXIL sobre Kurt Weill, Direção de Jacques Verzier & Nathalie Joly
JE NE SAIS QUOI Nathalie Joly 1° episódio canta Yvette Guilbert. (Coffret CD-livro com 19 canções do espetáculo acompanhadas da correspondência inédita entre Freud e Yvette Guilbert), Direção de Jacques Verzier
EN V’LÀ UNE DRÔLE D’AFFAIRE 2 episódio sobre Yvette Guilbert, Direção de Jacques Verzier, estreou no Théâtre de la Tempête (CD Label France muique),
CAFÉ POLISSON estreou no Musée d’Orsay Paris 2015 por exposição « Splendeurs et misères images de la prostitution,1850-1910 ». Direção de Jacques Verzier Direção de Jacques Verzier (CD Frémeaux 2018)
DISEUSES estreou no Marseille 2013 e novembre 2015, sob historia do Canto falado com rapeurs de Marselha Direção Nathalie Joly. E a exposição Yvette Guilbert Diseuse fin de siècle / Marselha 2013.
CHANSONS SANS GÊNE 3° episódio sobre Yvette Guilbert, Direção de Simon Abkarian estreou no 2015 Marseille, Théâtre de la Tempête 2016 (CD Frémeaux)
YVETTE YVETTE YVETTE ! Théâtre du Soleil 28 septembre -22 octobre 2017 (coffret 3 CD Frémeaux)
Nathalie Joly dirige um filme em Kabul TASHAKOR (Obrigado) : Documentário sobre Kabul de Nathalie Joly (27mn)


LE MONDE
25.03.2017
Por Sylvain Siclier
Nathalie Joly revive a verve de Yvette Guilbert
A cantora e atriz apresenta seu terceiro espetáculo dedicado à “mais moderna das cantoras do passado”.
Há cerca de dez anos que a cantora e atriz Nathalie Joly revive em seus espetáculos e discos a memória artística de Yvette Guilbert (1865-1944). Estrela dos cafés-concertos de fins do século dezenove, essa esguia silhueta imortalizada por Toulouse-Lautrec (1864-1901) montou um repertório de canções sérias, perturbadoras, realistas e poéticas numa época em que se pedia diversão e entretenimento ligeiro. Yvette Guilbert era “a mais moderna das cantoras do passado”, escreveu Véronique Mortaigne no Le Monde, em 25 de dezembro de 2009.
Depois de Je ne sais quoi, que evoca a correspondência da cantora com Freud, e En v’là une drôle d’affaire com seu canto falado inovador, eis que surge Chansons sans gêne, terceiro espetáculo da trilogia que Nathalie Joly dedica a Yvette Guilbert. Criado em 2015, apresentado em Avignon em 2016, esta terceira parte da trilogia estará em cartaz até 27 de março na Vieille-Grille, pequena sala parisiense que acolhe com regularidade a cantora, agora acompanhada pelo pianista Jean-Pierre Gesbert. A direção é de Simon Abkarian.
As canções abarcam um vasto espectro.
Neste terceiro episódio, Yvette Guilbert está com 60 anos, dá conferências, ensina a arte da interpretação, trabalha em alguns filmes e produz para si em 1938 um último concerto em Paris. O espetáculo reúne canções e textos. Nathalie Joly dá voz a sua antecessora, a suas reflexões sobre a vida artística, a sedução, o lugar das mulheres num mundo de homens, o envelhecer. Em vez de pathos, ironia e palavras cortantes. As canções abarcam um vasto espectro: histórias de medo (Blues de l’absinthe (Blues do absinto), cuja personagem central vive “aterrorizada com seu ignóbil parceiro”; L’Enfermée (Encarcerada) – a porta só lhe será aberta no dia de seu enterro; retratos sensíveis (A présent qu’t’es vieux, Fleur de berge) (Agora que envelheceste, Flor da Beira-Rio).
O pianista atua tanto como músico quanto confidente e espectador de Joly/Guilbert. A cantora, com sua expressividade vocal, suas variações de timbre numa mesma canção, suas fúrias e branduras, insufla de vida as palavras. No intimismo da pequena sala, as palavras e melodias ganham relevo. Ao fundo do palco, surgem algumas projeções, sombras de personagens de um universo do presente. A trilogia será apresentada no Théâtre du Soleil, de 28 de setembro a 22 de outubro.